Relato de Viagem Serra do Corvo Branco, Morro da Igrejinha, Serra do Rio do Rastro - SC

 Fabiano (OFF –PR) e Nei Luiz (SC)

 

Data da viagem: 08/11/2004

Distancia: 575 km

Inicio: Centro - São José – SC – 7:20 hrs

Fim: Barreiros – São José - SC – 19:10 hrs

Tempo Total: 11:50 hrs

Média OFF: 17 km/l

Média Nei: 19 Km/l

Velocidade média em estrada de chão e serra: 60 km/h

Velocidade média no asfalto e estradas: 110 km/h

 

Objetivos: Serra do Corvo Branco, Morro da Igrejinha, Serra do Rio do Rastro SC

 

Roteiro: São José – Palhoça – Sto. Amaro da Imperatriz – Águas Mornas – São Bonifácio  - Rio Fortuna – Braço do Norte – Grão Pará – SERRA DO CORVO BRANCO – MORRO DA IGUEJINHA -  Urubici – Cruzeiro – Bom Jardim da Serra – SERRA DO RIO DO RASTRO – Orlens – Gravatal -  Tubarão – Laguna – Imbituba – São José – Barreiros

 

 

 

 

 

         

 

A Viagem:

 

Ao partir de Curitiba, já estava com a idéia de conhecer essas serras, mesmo o meu parceiro de viagem ter dado para trás, resolvi ir sozinho, já estava na estrada a 3 dias, quando resolvi fazer uma visita para nossos amigos de Floripa, fiquei hospedado na “ Hospedaria do Verani”, onde no dia seguinte tivemos um belo churrasco.... Estavam presentes o Eu o Verani, o Nei, e o Gau, nesse dia o Nei falou que ia me acompanhar nesse meu passeio das serras, estudamos o mapa e o Nei sugeriu esse roteiro, pois a aventura ia ser maior, assim como o percurso em estradas de chão também muito maior.

 

Saímos na segunda feira, com um belo nascer do sol, hoje o dia irá prometer, pensei comigo, após abastecer as motos seguimos viagem, pegamos um trecho muito bonito entre Sto. Amaro da Imperatriz – Águas Mornas, pavimentação boa, sempre acompanhado do verde dos sítios e chácaras, sem falar de mirante e cachoeira, depois só estrada de chão até  Braço do Norte, em Grão-Pará,  após um sinal de barriga vazia do Nei, resolvemos parar em uma panificadora que eu tinha visto a alguns metros, um fato engraçado aconteceu, assim que tomamos o belo café com leite, 3 sfiras, 1 pão de queijo, 1 rosquinha o Nei pediu para pagar a conta, e a menina do caixa disse que eram R$ 4,00 , o Nei retrucou falando que ela não estava entendendo, pois ele queria pagar as duas contas... E ela ainda insistindo que eram R$ 4,00 no final eu acabei pagando pois ela não tinha troco, mas pagamos contrariados, pois era impossível ter gasto tão pouco.

 

De Grão-Pará seguimos para o CORVO BRANCO, só estradas de chão (59 km), elas atravessavam os pastos verdes, as vezes tivemos que paras as motos para que a boiada passasse, íamos rodeando a serra, aqueles paredões enormes que pareciam estar a poucos metros de distância, na moto parecíamos que esticando o braço nós tocaríamos na serra, começamos a subir, sinais de estrada molhada, olhávamos para o lado, parecia que não tinha fundo, a estrada de chão beirava o precipício, um vacilo no molhado era uma descida sem fim.

 

Antes de chegar aos “Caracoles Brasileiros”, fotos de tudo que é jeito... Pois o lugar realmente é lindo,  as DRs subiram dando risadas, agora não recomendo uma outra moto que não seja fora de estrada, pois tem muito buraco e os trechos pedem uma off-road, tanto é que o meu protetor de tanque estourou uma solda, sei que no final da viagem ele estava em 3 pedaços, resultado de muita trepidação.

 

Em seguida subimos o MORRO DA IGUEJINHA radar do SINDACTA (cuida do espaço aéreo do Sul do Brasil - Aeronáutica)., onde tem a famosa pedra furada e o campo da Aeronáutica, engraçado após sairmos de uma estrada horrível enfrentamos 14 Km de subida em pavimentação excelente até o portão dos milicos, saímos com +/- 30º , lá já estavam 10º mas a sensação térmica era de zero graus, com um vento muito gelado e frio, sem falar que não pude ser apresentado a nada, pois não dava para ver nada que tivesse a uma distância mais de 15 metros..... Resolvemos descer.

 

Seguimos nosso caminho, abastecemos nossas motos, eu cheguei fazer uma média de 19 nesse trecho e o Nei 21, eram 12:30, resolvemos almoçar mais para frente, pois depois do café de Gão-Pará dava para agüentar mais um pouco, esse foi nosso erro, pois depois das 13:30, todos os restaurantes estavam fechados, e acabamos parando em um quiosque que vendia queijo e salames, não fomos bobos e experimentamos de tudo..... ao lado tinha um balcão com 2 pasteis, pelo visual, deveria estar a 3 dias lá, mas os guerreiros chegaram, pedimos os 2, mas o cara queria esquentar no micro ondas, aí abortamos a tarefa.... o negócio tava feio mesmo.

 

Retornamos para as motos, quando num Telefone publico uma menina estava falando para o pai que tinha acabado de tirar uma fornalha de empadas de frango, não é de boa educação ouvir conversa de telefone, mas naquele momento acho que foi o estomago que ouviu, logo que a menina desligou o Nei já chamou ela e já fez a tradicional pergunta de onde estavam as benditas empadas??? Acabamos indo para casa dela e comemos quase a metade da fornalha.

 

A frente estava o inicio da SERRA DO RIO DO RASTRO, como nós não estávamos com tanta sorte, pegamos o mirante fechado, pela neblina, pude usar a primeira vez meus de milhas que o Pacheco  mandou de SP, mas a nossa sorte mudou após a primeira curva, foi nossa surpresa tudo aberto, dava para ver a estrada toda, realmente o Brasil tem coisas lindas, é só saber procurar.

 

Após a descida ainda fomos visitar um parente do Nei que tinha aberto um BOTECO, e seguimos a viagem de volta, pela BR 101, o contraste foi enorme, de tudo aquilo que tínhamos passado durante o dia, da tranqüilidade dos vilarejos  e sítios. Ainda presenciamos um acidente “em tempo real” , foi quando a chuva começou a cair e nos acompanhou até o final, em Barreiros, onde o teríamos uma “ Galinhada” preparada pelo Gau, apenas uma reunião festiva dos Brazil Riders, nada melhor chegar de um passeio de moto e tomar uma gelada no final.

 

Obrigado Nei pela companhia, e também pelas nossas DRs nos proporcionarem momentos agradáveis como esse, para onde você for, poderá encontrar um integrante do Clube DR 800 e será muito bem recepcionado.

 

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