DO RIO GRANDE DO SUL A MINAS GERAIS 

(PELA VISÃO DA GARUPA).

                                                              GERSON MULLER E CRISTINE


                              Há bastante tempo queríamos ir a Minas Gerais
de moto, saindo de Porto Alegre, mas a distância nos preocupava, devido  ao
pouco tempo de que dispomos  (nossas férias duram de 10 a 15 dias...). Havia
também a preocupação de ter de cruzar a cidade de São Paulo em um dia de
semana, o q é bastante complicado prá quem não está familiarizado com a
cidade... Assim, precisaríamos organizar as coisas de modo a conseguir
passar por lá num domingo ou feriado, quando o trânsito é mais leve.
                             Além disso, gostaríamos de ter a companhia de
mais uma moto         (somos um casal, viajando em uma Suzuki DR800).
Chegamos a conversar com nosso parceiro Antônio Ribeiro, de Lages/SC(na
realidade, a idéia inicial foi dele), mas , como nossos calendários não se
ajustaram, ele acabou indo sozinho, bem antes de nós.
                            Depois de muito conversar, decidimos ir só nós (
Gerson e Cris), em nossas férias de novembro de 2002. Começamos a preparação
com muita pesquisa na Internet (minha parte) e uma  revisão geral na moto e
determinação das estradas a seguir          (atribuições do Gerson). Quanto
à pesquisa,foram muitas horas em frente ao computador, nas quais descobri um
 site que foi muito útil para definir nosso roteiro , o         
http://www,descubraminas.com.br , e revistas de turismo, além de conversas com
amigos, q tinham feito roteiros parecidos.
                   

Em  nossas viagens, fazemos uma programação básica, q
consiste em          revisar a moto, definir quanto tempo teremos, que
lugares pretendemos visitar e quanto tempo ficar , que estradas seguir, e
até onde precisamos ir a cada dia, no mínimo. Nossa programação não é 
rígida, apenas um guia. Por exemplo, geralmente andamos até o          ponto
de parada estabelecido para a noite e, se conseguimos ir além ( o que
frequentemente acontece...), andamos até que o piloto canse, a caroneira
peça água, ou comece a anoitecer, o que vier primeiro.
                                Quando chegamos à região que desejamos
visitar, podemos ficar   mais ou menos tempo do que o planejado, isto
dependendo de nossa impressão do local, e também ir a novos lugares, ou
desistir de  alguns. Por isso, nunca fazemos reservas em hotéis, nosso
esquema é chegar cedo ao destino e rodar procurando pouso. Isto acaba
tornando nossas viagens um pouco mais baratas, pois em qualquer lugar que se
vá          sempre há lugares muito bons prá ficar (limpos, com lugar para
guardar a moto e um bom café da manhã,....) por preços razoáveis, é só
pesquisar e negociar direto no balcão do hotel ou pousada.
                             Tudo arranjado, moto carinhosamente
carregada(normalmente na noite anterior) e revisada, fomos dormir cedo pra
sair no dia seguinte por volta de 06hs, horário de verão, o que nos daria
bastante tempo na estrada, pois estávamos descansados e ansiosos.
                            Como no início de toda a viagem de moto, parece
que a estrada está chamando e se não formos, ela irá sozinha...
                Moto carregada,  abastecida (algumas mudas de roupa para o
Gerson e um pouco mais para mim, cremes para pele/cabelos/filtro
solar/hidratantes -somente o básico para uma mulher- macacão de chuva,... )
Saímos de  casa , por volta das 06hs do dia 13/11 , pela BR 116 com destino
a Lages/SC , que poderia ser a  nossa primeira parada programada para
pernoite (talvez até no apartamento dos amigos Antonio Ribeiro e Mirna).
                Decidimos ir pela BR 116 porque pelos sites da internet,
este seria o trajeto mais curto até São Paulo, mas  ao final do dia,
mostrou-se um erro. O trânsito de caminhões é muito intenso e a estrada com 
curvas acentuadas, o que torna a viagem lenta. Normalmente andamos  na
velocidade de 90 a 120 km/h, pois nesta marcha conseguimos rodar com certa
tranquilidade e por mais tempo.  Mesmo assim, para nossa surpresa, naquele
dia acabamos chegando até Quatro Barras, poucos quilômetros após Curitiba.
         Felizmente, havia um bom hotel quase à beira da estrada e não
precisamos procurar, pois já eram quase 20 horas e estávamos cansados, porém
motivados e satisfeitos por ter ido  além de nossa programação, sem grande
esforço.
         

O dia seguinte amanheceu fazendo cara feia, chuvoso. Tomamos um
café bem reforçado, vestimos os macacões de chuva, o Gerson colocou bastante
 óleo na correia da DR e fomos prá estrada. A bagagem não nos preocupava,
pois a DR está  equipada com dois 'bauletos' laterais , onde estavam nossas
roupas e sapatos, muito bem acomodados e protegidos.
                     Felizmente, a chuva logo transformou-se em chuvisco e
alguns quilômetros depois tivemos q fazer uma parada para tirar os macacões,
pois estava  esquentando muito.




                 Neste dia, conhecemos um casal, que viajava em uma SUPER
TENERÊ  de Joinville/SC para São Paulo. Eles foram muito simpáticos, e, como
conheciam bem a estrada,  combinamos por meio de sinais que faríamos uma
parada no posto GRAAL . Lá chegando, nos apresentamos ( eram Paco e sua
esposa, e moravam em Joinville).  Tomamos sucos (o calor era grande),
conversamos, trocamos e-mails, e seguimos nosso caminho pela rodovia Regis
Bitencout. Andamos juntos por mais ou menos meia hora, depois Paco fez sinal
de que precisava andar mais rápido, pois estava com pressa para chegar a São
Paulo ( como estávamos andando a 120/130 km/h - nosso limite- Gerson fez
sinal de que   ficaria para trás).
                 A propósito, esta integração é uma das grandes vantagens da
viagem de moto : há sempre muita camaradagem na estrada, os   motoqueiros se
encontram nas paradas (ou mesmo sobre as motos em   movimento) e trocam
informações, dicas, projetos e histórias de viagem, detalhes técnicos das
diferentes motos, ou apenas um cumprimento, mas isso já é suficiente . Quem
está na estrada entende...)
               Mais tarde, subindo a Serra e já quase chegando a São Paulo,
logo após uma curva Gerson foi surpreendido por "rasgos" (ou sulcos) no
asfalto, impossíveis de ver com  antecedência e largos o suficiente para
encaixar o pneu da  moto. Não caímos por sorte.
               A passagem por São Paulo, foi feita sem problemas, de olho no
mapa, placas na estrada e informações colhidas nos postos em que paramos
antes da cidade. Gerson costuma vestir um colete muito útil, cheio de
bolsos, e que tem um bolso grande nas          costas, local onde levamos um
mapa que posso pegar e consultar enquanto rodamos, sanando  dúvidas
eventuais durante o percurso. Nosso problema viria ao final daquele dia : Já
estávamos bem adiantados na viagem (nosso ponto de parada deveria ter sido
na cidade de Registro, antes de São Paulo, no dia 14/nov e já havíamos
passado de  lá...). Decidimos rodar até a cidade de Aparecida, que, por ser
uma cidade turística, deveria oferecer muitas opções de hospedagem.
Estávamos viajando pela Via Dutra, havia bastante   trânsito, pois era
véspera de feriado, e chovia um pouco, dificultando a  pilotagem, logo,
estávamos ansiosos para descansar.
          Porém, chegando a Aparecida, descobrimos que a cidade estava com
os hotéis completamente lotados devido ao feriadão, e fomos aconselhados a
procurar pouso na próxima cidade, Guaratinguetá, alguns        quilômetros
adiante. Lá, a história se repetiu, e nos disseram para ir a Lorena, mais
alguns quilômetros à frente.
          Molhados e cansados, com a noite chegando, fomos a Lorena e
paramos em frente a um hotel. No balcão deste, havia um senhor ,
que tinha passado pela mesma  peregrinação, e estava alugando o último
apartamento! O recepcionista foi bastante atencioso, telefonou para os
demais hotéis da cidade, só para descobrir o óbvio, ou seja,  que não havia 
sequer um quarto vago nos estabelecimentos da cidade ! Aí já estávamos
chateados. Lembramos que, ao entrar em Lorena, tínhamos visto um cartaz
indicando um  motel e resolvemos tentar a sorte. Havia, sim, vagas, e era
bem  barato. A essa altura, só queríamos fugir da chuva e descansar, e
ficamos por lá, mesmo. Apesar de não haver sujeira à vista, o quarto era 
desagradável, abafado, com cheiro de naftalina, e  até(aaaaaaaaaaaaaarghhhh)
baratas. Serviu prá fugir da chuva, cochilar e esperar o dia clarear.
Descansar, não conseguimos. O lugar era nojento (coisas de viagem, não   dá
prá perder o pique...).
            Na manhã de nosso terceiro dia de viagem, fui acordada às 5,00
horas pelo Gerson, que estava muito brabo com o lugar  e impaciente prá sair
dali.
            Apesar da forte cerração que cobria a região, recomeçamos nossa
viagem. Mas logo tivemos que parar em um posto de gasolina, para  tomar um
café e esperar que a cerração levantasse, já que quase  não dava prá ver a
estrada... Aproveitamos prá pedir informações  sobre o melhor caminho prá
Minas, e descobrimos que ali, ao lado  do            posto onde tínhamos
parado, havia uma passagem, um pequeno túnel, por debaixo da Via Dutra (!!!)
e que levava a uma estrada  secundária de onde poderíamos começar a         
  subir a Serra da Mantiqueira, em direção à fronteira entre os estados.
            Achamos a passagem, e tivemos que esperar que um Fusca  passasse
primeiro, em direção contrária, pois o túnel era muito   estreito, não havia
espaço suficiente para dois veículos.
            Ainda  havia bastante neblina, mas a mudança de cenário foi
impressionante. Ali, a poucos metros de uma das mais movimentadas  rodovias
do país, existia outra estrada bem menor, tranqüila,   interiorana mesmo.
Mais animados, seguimos viagem. Pouco a pouco, a visibilidade foi
melhorando,  a paisagem foi se transformando, e por volta das 7,30 h,
estávamos na fronteira entre São Paulo e Minas Gerais. A partir daí, fica
difícil seguir viagem, pois a vista é belíssima. Cada  curva dá vontade de
parar e tirar uma foto, e nos sentimos dentro  de uma daquelas reportagens
de turismo, cheias de morros e          pequenas estradas cercadas de verde.
             Seguimos rumo à Caxambu, cidade famosa por suas águas termais.
A estrada é uma das mais belas de todas que já vimos,  perfeita para moto,
cheia de curvas, com bom asfalto e pouco  movimento. Caxambu e seu Parque
das Águas certamente valeram a          visita. O Parque tem sete fontes de
água mineral, cada uma com diferentes propriedades medicinais, e você pode
coletá-las direto  na fonte e beber ali mesmo, geladinha, ou levar prá
casa... Os  hotéis da cidade também são um caso a parte, com tradição em    
     gastronomia, café da manhã inacreditável, e piscinas de água mineral.
Como sempre, negociando no balcão dá prá conseguir um  preço razoável.
                       Manhã do quarto dia, café reforçado e a DR carregada,
partimos rumo a São João del Rey. Antes, porém, como navegadora da equipe
que sou, dei uma boa olhada no mapa   para dizer ao Gerson as distâncias e
cidades pelas quais passaríamos. Isto facilita a viagem pelo interior de
Minas, pois  as placas indicam apenas cidades próximas, e há bastante curvas
e   bifurcações ... A estrada passa por dentro de várias pequenas         
cidades, mas suas condições são boas.
                 Chegamos cedo a São João Del Rey, devido à pouca distância,
e aproveitamos prá conhecer o centro histórico e fazer o passeio de Maria
Fumaça até a vizinha Tiradentes. Esta  última é tão bonita e charmosa que
resolvemos mudar prá lá no dia seguinte, o que fizemos, dessa vez de moto.
Em  Tiradentes, visitamos o conservadíssimo casario e prédios  históricos
(lá está a segunda igreja mais rica do Brasil, com mais de 400 quilos de
ouro decorando seu interior ? visita realmente imperdível- ). Caminhamos
pelas ruas que mantém seu  calçamento original, conhecemos alguns dos
inúmeros bares e          restaurantes, e ainda aproveitamos prá fazer um
trilha a pé em  uma das belíssimas serras que cercam a cidade e tomar banho
de cachoeira em um lugar tranquilo e deserto ( Gerson precisava  descansar
os olhos de "tanta coisa antiga"...).
                 A moto ficou na  pousada, pois essa trilha, pelo menos, é
fechada prá motos, e de  qualquer modo a DR seria muito grande e pesada para
manobrar na trilha e nas irregulares ruas de pedra do centro da cidade...
             Ficamos em Tiradentes dois dias, e no terceiro partimos em
direção a Ouro Preto. Aqui o caminho foi  mais complicado, havia alguns
buracos no asfalto, e pouca          sinalização nas estradas. Mais de uma
vez, tivemos de parar e  perguntar a direção, e o povo que encontramos pelo
caminho,  simples e sorridente, foi um dos  pontos altos de         
Minas...
               Já próximos a Ouro Preto,ingressamos na Estrada Real, que é
realmente linda, principalmente de moto....Chegamos por volta de 10 h da
manhã a Ouro Preto e fomos direto até o centro. Estacionamos a DR em frente
ao monumento a Tiradentes, e antes          mesmo de descer da moto ou tirar
os capacetes, fomos abordados por um dos inúmeros 'guias turísticos' que
ficam por ali, caçando os pobres forasteiros de maneira absolutamente
irritante.
               Ficamos em uma pousada por ali mesmo, deixamos a moto em uma 
        garagem próxima e fomos conhecer a cidade. Apesar de  impressionante
e muito bonita, infelizmente ficamos com péssima  impressão de Ouro Preto,
que parece estar em uma perpétua "temporada-de-caça-ao-turista". Não se
consegue caminhar          tranqüilamente entre o histórico casario sem que
algum 'guia' (ou vendedor, ou garimpeiro....) se atravesse em nosso caminho 
oferecendo pousadas, souvenirs, passeios,  pedras preciosas, etc, etc e mais
alguns etcs.... Isto para não  falar no trânsito pesado que circula em meio
às ruas estreitas, construídas no tempo em que trafegavam carroças e
cavalos...
               Permanecemos uma noite em Ouro Preto, e decidimos seguir
viagem para Mariana, a 20 km dali.

                    Mariana foi uma grata surpresa. É uma cidade pequena e
aconchegante, típica de interior e onde fomos muito bem recebidos. Há um
antigo pelourinho, ainda com correntes e grilhões usados para castigar os
escravos , em frente a duas bonitas igrejas. Na catedral, às sextas e
domingos, há um recital de órgão em um instrumento de 300 anos, que foi
recentemente  restaurado e é digno de ser visto e ouvido. Há também um
passeio          interessante, prá quem não conhece, que é visitar a Mina da
 Passagem, a poucos km de Mariana. É uma mina de ouro que  funcionou durante
mais de duzentos anos, e na qual se pode   descer em um 'troller' a mais de
120 m de profundidade e acompanhar as explicações de um guia pelas enormes
galerias explodidas na rocha, seguindo até um lago subterrâneo, muito  azul
e transparente, em que até 2001 era permitido mergulhar          
(infelizmente, o mergulho foi proibido devido ao mau uso feito por alguns
turistas...).
          Tendo visto a simpática Mariana, partimos no dia seguinte em
direção ao município de Catas Altas, próximo a Belo Horizonte, onde há o
Parque Nacional do Caraça, e que é uma bela desculpa prá fazer mais um belo
trecho de moto. A estrada apresenta  boas condições e o parque é um show à
parte. Há um antigo colégio de padres, onde se pode ficar hospedado, e
muitas trilhas e cachoeiras incríveis, além da possibilidade de ver, de 
pertinho, os lobos-guará, que costumam ser alimentados pelos  padres, à
noite, no átrio da igreja (pena que, na noite em que ficamos lá, os lobos
não quiseram aparecer...). Lá na  hospedaria, após o jantar, conversamos com
um senhor que conhecia   bastante bem os caminhos por ali, e nos aconselhou
a ir a Belo Horizonte para pegarmos a  Rodovia Fernão Dias, que, mesmo não
sendo o caminho  mais curto para retornar ao Sul, seria sem dúvida o mais
rápido.
                 Na manhã de nosso último dia em Minas, acordamos cedo,
tomamos nosso tradicional café bem reforçado e botamos a DR na    estrada,
rumo a Belo Horizonte e ao sul. Naquele dia, não houve novidades. Rodamos
bastante sem encontrar problemas além de uma  certa dificuldade ao cruzar a
cidade de São Paulo, pois ficamos um pouco perdidos entre a Marginal
Pinheiros e a Marginal Tietê, situação resolvida após pedirmos informações
ao pessoal de um  caminhão de mudanças estacionado por ali.
                  Continuamos até a cidade de Atibaia, onde paramos para
descansar.                    No dia seguinte, bem cedo, lá estávamos nós,
na DR, já doidos prá chegar em casa, pois havia alguns assuntos a resolver 
antes do final das férias.


                   Cruzamos Curitiba e resolvemos descer em direção a
Joinville, pela  BR 101. Já estava anoitecendo quando paramos para dormir em
uma praia na Ilha de São Francisco do Sul/SC. No outro dia pela manhã,
novamente na estrada.
                     Até Florianópolis a  viagem foi relativamente
tranquila, o Gerson conseguindo manter um  bom ritmo de pilotagem e a garupa
faceira, sem grandes          sofrimentos ou incidentes . Porém, logo que
passamos por Florianópolis, quando a          estrada torna-se pista única,
a situação mudou. De maneira  surpreendente, quase fomos jogados fora da
estrada por três vezes, por motoristas apressados e sem a menor noção de que
uma   moto do tamanho da DR800, ainda mais carregada e com garupa, não é uma
bicicleta que pode facilmente ser colocada a um cantinho da  estrada.
                           Fica aqui nosso protesto, que se une a muitos
outros, em relação às deploráveis condições deste trecho da 101,  
tristemente famoso por seus acidentes fatais. Também gostaríamos  de
esclarecer aos desavisados de plantão que a estrada é para todos, e
que acidentes de moto podem ter sérias consequências,  inclusive para os
carros envolvidos...
                    Por volta das 17 h, próximo a cidade de Torres/RS , uma
chuva muito forte e acompanhada de raios e  de ventos laterais, começou a
cair e paramos em um bar na beira da  estrada, para esperar que acalmasse.
                    Esperávamos dormir, naquela noite em Torres para, no
outro dia pela manhã,  pegar a Estrada do Mar e terminar a nossa  viagem até
Ivoti, onde eu morava na época.
                    Foi   no meio dessa tempestade de verão q Gerson me
propôs que          seguíssemos em frente, pois ele queria 'dormir em casa
essa noite'. A chuva já estava terminando, e topei. Daí em diante, foram
mais três horas de pilotagem prá ele, e eu me ajeitando na   moto do jeito
que dava. Só paramos em um posto na Estrada do Mar, prá abastecer, e em um
posto de pedágio próximo a Novo Hamburgo, prá esticar um pouco as pernas.
                    Tínhamos começado  nossa viagem naquele dia por volta de
7 da manhã, e chegamos em casa depois das 21hs. O que prá nós, foi um
recorde, devido a distância percorrida. Estávamos muito, muito cansados, mas
também felizes por termos chegado em paz e segurança de mais uma viagem em
que a moto deixa de ser somente um meio de transporte  e ser parte do prazer
de viajar. Mais uma vez, a DR provou ser forte, confiável e confortável para
viagens mais  longas ( a caroneira que o diga !!!).
                   Após uma viagem destas, pensamos em ficar sem nem olhar a
moto por um longo tempo, mas, uma semana depois, começamos a  pensar na
próxima viagem...

                   RECOMENDAMOS :
                Em Ouro Preto, passeio de Maria Fumaça.
                Em Caxambu, o hotel Glória, por sua localização,
         instalações e inacreditável café da manhã, merece destaque.
                Em Mariana, o concerto de órgão na Catedral, e a visita à
         Mina da Passagem.
                Em Catas Altas, o Santuário Ecológico do Caraça.
                Pão de queijo e queijo de Minas são imperdíveis e únicos,
         bem diferentes dos vendidos no resto do Brasil. Não perca !

               NÚMEROS DE VIAGEM : 12 dias
              TOTAL KM: 3.760
              GASTOS-PREÇOS REFERENTE NOV/2002
               HOTEL: R$ 630,00
               ALIMENTAÇÃO: R$470,00
               OUTRAS DESPESAS( Passeios, ingressos...): R$ 180,00
               GASOLINA: 203 Litros.

              DICAS :              Viajar na baixa temporada (março e abril,
outubro e novembro)
         é sempre uma boa idéia. O atendimento é melhor e os preços são
         menores.